quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Grécia Antiga


A GRÉCIA ANTIGA
A civilização grega, considerada por muitos como a principal matriz da civilização ocidental, teve como berço à Grécia antiga, uma área de 77.000Km2 que abrangia quatro importantes regiões:
A Grécia asiática: uma comprida e estreita faixa de terra situada na Ásia Menor;
A Grécia Insular: ilhas dos mares Jônio e Egeu;
A Grécia Continental: sul da península balcânica;
A Grécia Peninsular: península do pelonopesco.

PERÍODOS DA HITÓRIA GREGA

PERÍODO PRÉ-HOMÉRICO

Esse período foi marcado pela lenta ocupação da Grécia Antiga por quatro povos do ramo indo-europeu: os aqueus, os jônios, aos eólios, e os dórios.
Embora tivessem a mesma origem, esses povos chegaram ao território grego em momentos diferentes. Os primeiros a chegar foram os aqueus, um povo de pastores nômades que, a partir do século XX a.C., penetrou na península balcânica em busca de melhores pastagens para os seus rebanhos.
Depois dos aqueus, vieram os jônios, que se estabeleceram na península da Ática, e os eólios, que se fixaram ao norte, na Tessália.
A partir do século XII a.C. ocorreram às invasões dos dórios, os últimos, indo-europeus a ocuparem a Grécia Antiga.Tais invasões foram violentíssimas.
Usando armas superiores as dos aqueus, os dórios arrasaram as principais cidades aquéias e destruíram quase por completo a prodigiosa civilização micênica.
Uma parte dos aqueus, jônios e eólios foi escravizada. A outra, refugiou-se nas montanhas ou espalhou-se pelas ilhas do Egeu e pela costa da Ásia Menor.
Na Grécia Continental, houve um acentuado declínio da vida urbana. O comércio, o artesanato e o uso da escrita quase desapareceram. Com isso, o cultivo de cereais e a criação de gado, voltaram a ser principalmente as únicas atividades econômicas.

PERÍODO HOMÉRICO

Esse período foi compreendido entre os séculos XII e VI a.C. é chamado de período homérico, por que as principais fontes escritas para o seu conhecimento são a llíada e a odisséia, dois longos poemas atribuídos a Homero.
A llíada descreve episódios verídicos e imaginários da Guerra de Tróia. A Odisséia conta as histórias de Ulisses em sua viagem de volta para casa, depois de enfrentar deuses e gigantes, e resistir aos encantos das sereias, Ulisses consegue retornar ‘a sua terra e reencontrar Penélope, sua esposa.
Escavações arqueológicas feitas a partir de 1870 têm confirmado a veracidade de alguns fatos e personagens descritos nessa obra.
Através delas, ficamos sabendo, por exemplo, como era a organização social dos gregos nos chamados tempos homéricos.
A sociedade nesse período organizava-se em génos, grandes famílias com antepassados comuns. Cada géno era chefiado por um patriarca e sua economia era natural e auto-suficiente. Cultivavam cereais, vinhas, oliveiras, legumes e árvores frutíferas; criavam bois, cavalos, ovelhas, cabras e porcos. O boi era usado como medida-padrão de valor ou moeda.
Quando o crescimento da população superou a produção de alimentos, os conflitos levaram ‘a divisão das terras e dos bens. Isso levou a desagregação dos génos, substituídos pela propriedade privada da terra e divisão da sociedade em classes.
As primeiras classes sociais que surgiram foram a dos grandes proprietários de terras, dos pequenos proprietários e a dos sem-terra. Estes últimos passaram a trabalhar nas grandes propriedades em troca de comida e roupa ou tiveram que se dedicar ao artesanato.Surgiu também a escravidão. Com a desintegração dos génos, nasceram centenas de Cidades-estados, como Tebas, Argos, Corinto, Mileto, Atenas e Esparta.

PERÍODO ARCAICO

A Grécia Antiga não se constituía em estado único, com um governo para todos os gregos. Era na verdade, um conjunto de cidades-estados independentes (pólis) e, às vezes rivais. Cada uma tinha suas leis, seus governos e seus costumes. A população dessas cidades raramente ultrapassavam 30 mil habitantes, exceto nas grandes, como Atenas e Siracura.
Embora fossem independentes, as cidades gregas apresentavam certa unidade cultural expressa em elementos como: língua, crenças religiosas, sentimento comum de que eram diferentes dos povos que falavam a língua grega. Um exemplo da unidade cultural grega são os jogos olímpicos, dos quais participavam as diversas cidades.
Nas cidades-estados, o cidadão grego foi conquistando direitos e contribuindo para a vida social. Sentia-se como membro da pólis e não como um objeto de submisso e manobrado pelos governantes. A palavra política, de origem grega, primeiramente designou o cidadão que participava dos destinos da pólis.
Dentre as cidades-estados gregas destacaram-se Esparta e Atenas.

ESPARTA

A cidade de Esparta, localizada na região sul do pelonopesco, ‘as margens do rio Eurotas que também era chamada de Lacedemônia. Situada numa área vasta e muito fértil, dedicava-se ao cultivo de cereais, da vinha e das oliveiras. Sua origem remonta a invasão dos dórios, no século IX a.C. que submeteram os habitantes locais e fundaram um centro urbano e de controle e administração.
Os descendentes dos dórios constituíam a classe dos espartanos, que monopolizavam o poder do estado. A maioria dos habitantes das cidades porém era constituída de escravos. Vencidos em guerra eram propriedade do estado que os cedia a classe dominante juntamente com as terras que trabalhavam.
A sociedade espartana contava ainda com uma categoria composta de pequenos comerciantes livres, os periecos. Ao que parece esses indivíduos descendiam dos povos que haviam colaborado com os dórios na conquista da região. Sua importância social, porém era reduzida.
O empenho da elite espartana em garantir seus privilégios é fielmente utratado na explicação sobre a origem das leis que regiam a cidade.
Militarismo Espartano
Esparta era governada por uma oligarquia isto é, por uma minoria. Este elemento reforçou o caráter conservador da sociedade espartana, que era mantida graças a um sistema de educação voltado para a preparação militar.
Toda criança ao nascer era examina por um conselho de anciões que avalia sua constituição física. Caso apresentasse alguma deficiência, seria atirado de um desfiladeiro. Caso contrário permanecia com os pais que o educaria até os sete anos. Os meninos eram separados da família e entregues ao estado para cumprir serviço militar.
A obrigação da mulher, portanto, era de gerar filhos saudáveis para servir ao estado, por isso a saúde do corpo também era uma preocupação feminina.
O casamento, numa sociedade dominada por valores masculinos, visava tão-somente a reprodução da população para manter os contingentes militares.

ATENAS

Atenas localiza-se na região da Ática, uma península bastante recortada, com bons portos onde colinas e montanhas misturam-se a pequenas planícies.
A sociedade ateniense era dominado pelos eupátridas, grandes propriedades de terras que detinham o controle sobre o governo. Assim garantiam a manutenção de seus interesses e privilégios.
Os paralianos, comerciantes do litoral ateniense, contavam com significativo prestigio social em função do desenvolvimento político comercial conquistado pela cidade.
Os camponeses habitantes da região montanhosa da península, compunham a camada menos favorecida da sociedade ateniense. Sua inferioridade social só era suplantada pelos escravos e estrangeiros.
O regime oligárquico do governo não era, contudo aceito com tranqüilidade pelos grupos desprivilegiados da sociedade ateniense. Revoltas populares ocorriam freqüentemente, para solucionar esses conflitos.
O primeiro legislador foi Gracon a quem coube redigir as leis que até, então eram transmitidas apenas oralmente.
A ineficácia das reformas fizeram com que alguns indivíduos que tomaram o poder o controle do governo pela força e passassem a exercer o poder de maneira pessoal, estabelecendo a chamada tirania.

Democracia Ateniense

A situação era bastante delicada quando Clístenes, político de origem nobre, assumiu o governo de Atenas, disposto a apresentar reformas políticas profundas. Durante seu governo, instaurou-se a democracia, ampliando a possibilidade de participação nas decisões políticas todo cidadão ateniense independente de sua renda.
Em Atenas, a democracia repousava sobre o funcionamento de três órgãos políticos principais: a Bule, a Eclésia, e a Heliae.
A Bule representava um conselho de quinhentos membros, encarregados de elaborar projetos de lei. A Eclésia tinha força de assembléia político e dela podiam participar todos com mais de 18 anos de idade, sua função era aprovar ou não os projetos exercidos pela Bule, além de eleger dez estrangeiros. Já as Heliae representavam tribunais de justiça, nos quais cidadãos escolhidos por sorteio julgavam conflitos, crimes e impasses.
PERÍODO CLÁSSICO
Nesse período, a Grécia atingia seu apogeu, marcado por grande desenvolvimento econômico e esplendor cultural. Nesse período, Atenas e depois, Esparta tornaram-se as mais importantes cidades gregas. A ascensão econômica trouxe choques de interesses levando os gregos a lutarem contra outros povos e também entre si. Entre as principais guerras desse período destacaram-se: as guerras Médicas e a guerra do pelonopesco.


PERÍODO HELENISTICO

As constantes guerras entre as cidades gregas enfraqueceram-nas grandemente, permitindo a invasão e a conquista do território grego pelos macedônios.
A dominação da Grécia pela Macedônia (Alexandre Magno)
Alexandre assumiu o comando do Império quando tinha apenas 20 anos de idade. Apesar disso sentiu-se preparado para governar.
Com seu pai, tivera lições práticas de política, e com o seu mestre, o filósofo grego Aristóteles, aprendera a conhecer e apreciar a arte, a filosofia e as ciências gregas.
Logo no início de seu governo, Alexandre reprimiu prontamente duas tentativas de rebelião promovidas pelas cidades gregas e consolidou-se no poder.
A seguir, partiu a frente de 40 mil soldados, macedônicos e gregos, em direção à África e a Ásia.
Num curto espaço de dez anos, o exercito de Alexandre Magno conquistou a Síria, a Fenícia, a Palestina, o Egito, as capitais do império persa e parte da Índia.
O império de Alexandre Magno era o maior até então, estendendo-se desde a Grécia até a Índia.
Como seu pai, Alexandre também foi um político habilidoso. Respeitou as tradições, a religião e a administração dos povos conquistados, admitiu jovens persas no seu exército; promoveu o casamento de milhares de seus soldados com mulheres orientais e incentivou ao máximo a troca de informações entre os diferentes povos de seu império.
Com isso, Alexandre estimulou os gregos a conhecerem a cultura oriental e favoreceu a difusão da cultura grega entre os não-gregos.
Com o tempo a cultura grega foi se fundindo com a cultura oriental e deu origem a chamada cultura helenística.
Quando Alexandre morreu, seus generais disputaram o poder entre si.
O império macedônico – exceto a Índia e a Pérsia – foi dividido em três grandes reinos: Reino do Egito, Reino da Síria e Reino da Macedônia.

AS GUERRAS MÉDICAS

As guerras Médicas tiveram como causa principal a disputas entre Gregos e Persas pela supremacia marítimo-comercial do Mundo Antigo.
Durante sua expansão em direção ao Ocidente, o poderoso império persa conquistou diversas colônias gregas na Ásia Menor, entre elas a importante cidade de Mileto.
Tempos depois, essas colônias, lideradas por Mileto e contando com a ajuda de Atenas, tentaram, em vão, liberta-se do domínio persa promovendo uma revolta.
Foi o que bastou para Dario I, rei dos persas, lançasse seu poderoso exercito sobre a Grécia Continental, dando inicio as guerras médicas.
Nesse primeiro confronto, para a surpresa de todos, 10 mil gregos liderados pelo ateniense Miclíades conseguiram impedir o desembarque de 50 mil persas, vencendo-os na Batalha de Maratona, no ano 490 a.C.

RIVALIDADE ENTRE AS CIDADES-ESTADOS

A hegemonia conquistada por Atenas despertou a oposição de Esparta, apoiada por outras cidades gregas, decidiu enfrentar o poder Ateniense, organizando a Liga do Pelonopesco e obtendo com isso significativas vitórias sobre o exercito de Atenas.
A guerra contra a liga enfraquecia grandemente o poder de Atenas. A cidade teve de render-se ao exercito Espartanos após ter sido derrotado na batalha de Egos Pótamos. Esse fato marcaria o fim da democracia em Atenas que passou a ser dirigida por um governo aristocrático indicado por Esparta.
A cidade de Esparta assim conquistava a hegemonia na Grécia, suscitando a revolta das cidades que compunham a liga. Seguiram-se violentos conflitos até que a cidade de Tebas conseguiu vencer os espartanos, estabelecendo o seu domínio sobre o território grego.
O predomínio tebano teve vida curta, nove anos depois seu exercito foi derrotado por forças militares de várias cidades gregas.
A ocorrência constante de conflitos internos propiciou o enfraquecimento do poderio grego e a invasão dos povos vizinhos.

ASPECTOS CULTURAIS

Religião: a religião dos antigos gregos era politeísta.Entre os vários deuses o mais importante era Zeus, símbolo da justiça, da razão e da autoridade. Habitava o monte Olimpo, juntamente com os outros deuses.
Os deuses gregos foram criados a imagem e semelhança dos homens, além de se casarem entre si, os deuses gregos casavam-se também com seres mortais. Os filhos desses casamentos era chamado de herói e considerado semideuses.
Sobre seus deuses e heróis, os gregos contavam muitas lendas que deram origem à rica mitologia grega.

Filosofia: em grego quer dizer amor à sabedoria.
O clima de liberdade e debates existentes nas cidades gregas que adotavam o regime democrático favoreceu o aparecimento de grandes filósofos, entre eles Sócrates, Platão e Aristóteles.
Sócrates, que era um educador, precupou-se mais em conhecer o indivíduo dos fenômenos naturais.
Platão, assim como seu mestre Sócrates preucupou-se com a formação moral do indivíduo.
Aristóteles, o principal discípulo de Platão, é considerado o filosofo grego que mais influenciou a civilização ocidental, um dos motivos era o de que ele dedicava-se aos mais diferentes tipos de conhecimento.
Teatro: os gregos produziam texto e espetáculos teatrais de excelente qualidade e foram os inventores da tragédia e da comédia. Esses gêneros teatrais nasceram nas grandes festas onde se misturavam danças, musicas e coros, em homenagem a Dionísio, o deus do vinho.
Entre os gramaturgos gregos que produziam obras imortais, encontram-se Ésquilo, Sófoles, Eurípedes Aristófanes.

História: a história também nasceu na Grécia Antiga. Um de seus historiadores mais famosos foi Heródoto, autor de Histórias, obra na qual narra as guerras Médicas, mas ele narrou essa história claramente a favor dos gregos.
Coube ao ateniense Tucídides fundar a história como ciência, apresentando os fatos históricos de modo objetivo e preciso.

Medicina: conhecido como o pai da medicina, o grego Hipócrates lançou bases a clínica médica. Sua maior contribuição foi afirmar que as doenças possuíam causas naturais e, portanto, não podem ser explicados pela força do destino ou pela vontade dos deuses. Ainda hoje, médicos recém-formados continuam prestando o juramento de Hipócrates, através do qual se comprometem a dar o máximo de si para defender a saúde dos enfermos.

Matemática: os dois mais importantes matemáticos gregos foram Tales de Mileto e Pitágoras. Tales formulou por exemplo, o teorema segundo o qual se duas linhas se cruzam, os ângulos opostos pelo vértice são iguais. Já Pitágoras construiu um teorema dos números, classificando-os em pares, impares, primos etc., e descobriu o teorema que, em homenagem a ele foi chamado de teorema de Pitágoras.

Arquitetura: os gregos construíam templos harmoniosos sustentados por graciosas colunas. Observando essas colunas, conclui-se que os arquitetos gregos criaram três principais estilos de construção: o dórico, o jônico e o coríntio.

Escultura: usando principalmente o mármore e o bronze, os escultores gregos produziram estátuas expressivas, singelas e ao mesmo tempo vigoras.
Entre os mais geniais escultores gregos estão: Fídias, cujas principais obras foram às estátuas de Atena e de Zeus; Míron autor de Discóbolo; e Praxíteles, que se notabilizou representado divindades humanizadas.
Jogos olímpicos: centenas de jovens gregos se reunião em Olímpia para disputar os jogos em honra aos deuses. A competição que reúne os melhores atletas da Grécia pretende estimular o maior aprimoramento técnico e intelectual dos jovens gregos. As olimpíadas eram realizadas de quatro em quatro anos no estádio de Olímpia.
Cultura helenística: caracterizou-se por apresentar uma arte mais realista, exprimindo a violência e a dor, componentes constantes dos novos tempos. Na agricultura predominavam o luxo e grandiosidade, reflexo da imponência do Império Macedônia. Na escultura, turbulência e agitação eram traços significativos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Arte do Japão


É o pincel o meio de expressão artística predileto dos japoneses, praticantes da pintura e da caligrafia tanto profissionalmente quanto como passatempo. O significado do objeto era tamanho, que até a modernidade lá não se usava a pluma para escrever. A escultura, considerada pelos artistas um meio ineficaz de expressão, era relacionada a religião e com a decadência do budismo tradicional, tornou-se ainda menos importante. A cerâmica, por sua vez é dita uma das mais belas do mundo e está entre os objetos mais antigos desta cultura milenar. Já sua arquitetura demonstra o apreço dos japoneses pelos materiais naturais, tanto na composição exterior, quanto na interior dos espaços. Como arte de polaridade, a japonesa valoriza-se não apenas por sua simplicidade, mas também por sua exuberância de cores, cuja influências têm atingido o ocidente desde o século XIX.[179]

Separadas por períodos, as manifestações artísticas japonesas viveram um início com a tribo jomon, foram influenciados externamente e viveram um período voltadas para dentro, passando pelas artes Jomon e Yayoi, dos Grandes Túmulos, Asuka e Naka entre outras, até chegarem a Edo, e posteriormente ás grandes influências ocidentais externas.[179]

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Bíblia

Bíblia (do grego βίβλια, plural de βίβλιον, transl. bíblion, "rolo" ou "livro"[1]) é o texto religioso central do cristianismo e sendo o maior Best-Seller de todos os tempos com mais de 6 Bilhões de cópias vendidas em todo o Mundo, 7 vezes o número de cópias do 2º Colocado da Lista dos 21 Livros Mais Vendidos. [2]

Foi São Jerônimo, tradutor da Vulgata latina, que chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do Antigo Testamento e Novo Testamento de "Biblioteca Divina". A Bíblia é uma coleção de livros catalogados, considerados como divinamente inspirados pelas três grandes religiões dos filhos de Abraão (além do cristianismo e do judaísmo, o islamismo). São, por isso, conhecidas como as "religiões do Livro". É sinônimo de "Escrituras Sagradas" e "Palavra de Deus".

As diversas igrejas cristãs possuem algumas divergências quanto aos seus cânones sagrados. Inclusive protestantes entre protestantes. Algumas igrejas cristãs protestantes possuem 39 livros no Antigo Testamento como parte do cânone de suas Bíblias, e outras, 46 livros.As Bíblias protestantes que possuem 46 livros são das igrejas que aceitam os deuterocanônicos como inspirados. A Igreja Católica possui 46 livros no Antigo Testamento como parte de seu cânone bíblico (os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácides), Baruque, I Macabeus e II Macabeus, e alguns trechos nos livros de Ester e de Daniel). Estes textos são chamados deuterocanônicos (ou "do segundo cânon") pela Igreja Católica.

Importante dizer que uma parcela grande de judeus, cerca de quatro quintos,tem em seu cânon os deuterocanônicos, diferente da minoria farisaica palestinence. E foi dessa minoria que alguns Protestantes do século XX, finalmente retificaram seu cânon, com os aparecimentos das primeiras Sociedades Bíblicas.

As igrejas cristãs ortodoxas, e as outras igrejas orientais, aceitam, além de todos estes já citados, outros dois livros de Esdras, outros dois dos Macabeus, a Oração de Manassés, e alguns capítulos a mais no final do livro dos Salmos (um nas Bíblias das igrejas de tradição grega, cóptica, eslava e bizantina, e cinco nas Bíblias das igrejas de tradição siríaca).[3]

As igrejas cristãs protestantes, consideraram os textos deuterocanônicos como apócrifos, mas os reconhecem como leitura proveitosa e moralizadora, além do valor histórico dos livros dos Macabeus e outros os tem como literamente canônicos. Varias e importantes Bíblias protestantes, como a Bíblia do Rei Tiago e a Bíblia espanhola Reina-Valera, contêm nas suas edições os deuterocanônicos.

Quanto ao Novo Testamento, os cristãos são unânimes em aceitar o Novo Testamento com seus 27 escritos.

Buda


Buda (sânscrito-devanagari: बुद्ध, transliterado Buddha, que significa Desperto, Iluminado, do radical Budh-, "despertar") é um título dado na filosofia budista àqueles que despertaram plenamente para a verdadeira natureza dos fenômenos e se puseram a divulgar tal redescoberta aos demais seres. "A verdadeira natureza dos fenômenos", aqui, quer dizer o entendimento de que todos os fenômenos são impermanentes, insatisfatórios e impessoais. Tornando-se consciente dessas características da realidade, seria possível viver de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais que causam a insatisfação, o descontentamento, o sofrimento.

Do ponto de vista da doutrina budista clássica, a palavra "Buda" denota não apenas um mestre religioso que viveu em uma época em particular, mas toda uma categoria de seres iluminados que alcançaram tal realização espiritual. Pode-se fazer uma analogia com a designação "Presidente da República" que refere-se não apenas a um homem, mas a todos aqueles que sucessivamente ocuparam o cargo. As escrituras budistas tradicionais mencionam pelo menos 24 Budas que surgiram no passado, em épocas diferentes.

O budismo reconhece três tipos de Buda, dentre os quais o termo Buda é normalmente reservado para o primeiro tipo, o Samyaksam-buddha (Pali: Samma-Sambuddha). A realização do Nirvana é exatamente a mesma, mas um Samyaksam-buddha expressa mais qualidades e capacidades que as outras duas.

Atualmente, as referências ao Buda referem-se em geral a Siddhartha Gautama, mestre religioso e fundador do Budismo no século VI antes de Cristo. Ele seria, portanto, o último Buda de uma linhagem de antecessores cuja história perdeu-se no tempo. Conta a história que ele atingiu a iluminação durante uma meditação sob a árvore Bodhi, quando mudou seu nome para Buda, que quer dizer "iluminado"

Existe uma passagem nas escrituras [Anguttara Nikaya (II, 37)] - a qual é freqüentemente interpretada de maneira superficial - na qual o Buda nega ser alguma forma de ser sobrenatural, mas esclarece:

"Brâmane, assim como uma flor de lótus azul, vermelha ou branca nasce nas águas, cresce e mantém-se sobre as águas intocada por elas; eu também, que nasci no mundo e nele cresci, transcendi o mundo e vivo intocado por este. Lembre-se de mim como aquele que é desperto."

Com isso ele rejeitava qualquer possibilidade de ser tomado como um Deus, mas reafirmava a característica transcendente da sua vivência espiritual e do caminho de libertação que oferecia para os demais seres. Nesse sentido, o Buda exerceu um papel importante de democratização da religião que, até então, estava sujeita ao arbítrio da casta dos brâmanes.

Para Sidarta Gautama não há intermediário entre a humanidade e o divino; deuses distantes também estão sujeitos ao carma em seus paraísos impermanentes. O Buda é apenas um exemplo, guia e mestre para os seres sencientes que devem trilhar o caminho por si próprios.

Dentre as religiões mundiais, a maioria das quais proclama a existência de um Deus criador, o budismo é considerado incomum por ser uma religião não-teísta. Para o Buda, a chave para a libertação é a pureza mental e a compreensão correta, e por esse motivo ele rejeitou a noção de que se conquista a salvação implorando para uma deidade distante.

De acordo com o Buda Gautama, a felicidade Desperta do Nirvana que ele atingiu está ao alcance de todos os seres, porém na visão ortodoxa é necessário ter nascido como um ser humano. No Tipitaka - as escrituras budistas mais antigas - fala-se dos numerosos Budas do passado e suas vidas, bem como sobre o próximo Bodhissatva, que é chamado Maitreya.

Ano Novo - Chinês

Ano-novo chinês é uma referência à data de comemoração do ano novo adotadas por diversas nações do Oriente que seguem um calendário tradicional distinto do Ocidental, o Calendário chinês.

As diferenças entre os dois calendários fazem que a data de início de cada ano-novo chinês caia a cada ano em uma data diferente do calendário ocidental.

Os chineses relacionam cada novo ano a um dos doze animais que teriam atendido ao chamado de Buda para uma reunião. Apenas doze se apresentaram, Buda em agradecimento os transformou nos signos da Astrologia chinesa.

Os doze animais do Horóscopo chinês a que correspondem os anos chineses são, de acordo com a ordem que teriam se apresentado a Buda na lenda acima citada: rato, búfalo, tigre, coelho, dragão, cobra, cavalo, cabra, macaco, galo, cão e o javali. Desta forma, se 2008 é o ano do rato, 2009 é atribuído ao Boi (búfalo), 2010 ao Tigre, e assim por diante.

Amar

“Amar, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.”
(Vinicius de Moraes)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Cultura e Arte da Região Nordeste do Brasil

A cultura nordestina é bastante diversificada, uma vez que foi influenciada por indígenas, africanos e europeus. Os costumes e tradições muitas vezes variam de estado para estado.


Festas populares

Bumba-meu-boi

Ocorre em todo o Nordeste com variações significativas de nome, adereços, músicas, ritmo, dança... Mas o enredo é sempre o mesmo: Catirina grávida deseja comer a língua do boi do Capitão. O Estado do Maranhão é quem se destaca nessa manifestação folclórica.Existem mais de 200 bumbas-meu-boi distribuídos nos sotaques (tipos) de orquestra, matraca, pandeirão, zabumba e costa de mão. O Estado do Maranhão exportou essa brincadeira para o Estado do Amazonas que com o processo de aculturação transformo-se no boi bumbá. Dessa forma,segundo pesquisas a origem do boi bumbá é do bumba-meu-boi do Maranhão.

Carnaval

Bloco-Afro Ilê Aiyê em Salvador.

Recife, Olinda e Salvador atraem milhões de pessoas nesse período. A capital pernambucana está no livro dos recordes Guinness por ter o maior bloco carnavalesco do mundo, o Galo da Madrugada. Em Salvador a festividade fica por conta dos trios elétricos que percorrem a cidade.

Em João Pessoa, curiosamente o carnaval é comemorado uma semana antes da data convencional, tanto que os pessoenses não falam em quarta-feira de cinzas, mas sim em quarta-feira de fogo.

Cavalo Piancó

É original do município de Amarante (PI). Os negros da beira do rio Canindé, para afugentar o sono nas noites de luar, costumam dançar imitando o trote de um cavalo manco. Cavalheiros e damas, aos pares, formam um círculo e vão trotando alegremente, ora bem compassado, batendo firme no chão, com o pé esquerdo, ora apressado, sempre trocando os pares.

Festas juninas

Fogueira de São João.

O São João é sem dúvida o festejo mais comum na região oriundo de Campina Grande e Caruaru disputam o título de maior São João do mundo, em ambas as cidades os festejos duram o mês de junho inteiro. Outras cidades como Aracaju, Juazeiro do Norte, Mossoró,Teresina e Patos possuem comemorações mais modestas (cerca de quinze dias), e disputam o título de terceira maior festa. Os fogos são uma das principais atrações, os mais conhecidos são a Estrelinha, o Marcianito e os fogos de Artifício. Além dos devários fogos temos a dança, como a Quadrilha e o Forró.

Humor

Segundo Chico Anísio, o nordestino é o povo mais bem-humorado do mundo, pois devido ao sofrimento causado pela seca, é preciso rir para não chorar.

O Ceará se sobressai no humor, além de Chico Anísio, nasceram no estado Tom Cavalcante, Renato Aragão e Adamastor Pitaco, entre outros. Além dos cearenses, destacam-se Shaolin e Zé Lezin (PB), Mução e Espanta (RN), além da dupla Dirceu Andrade & Amaury Jucá e João Cláudio Moreno (PI).

Literatura

O pernambucano Gilberto Freyre representa um marco na história do Brasil devido ao seu livro Casa-Grande & Senzala que demonstra a importância dos escravos para a formação do país e que brancos e negros são absolutamente iguais.

Na Bahia nasceu um dos primeiros escritores de destaque no país, trata-se de Gregório de Matos, integrante da escola barroca. No Romantismo destacaram-se na primeira geração Gonçalves Dias (MA), na segunda José de Alencar (CE) e na terceira Castro Alves (BA) e Sousândrade (MA). Na chamada Geração de 30, um resgate do romantismo, surgiram Rachel de Queiroz (CE), Graciliano Ramos (AL), José Lins do Rêgo (PB) e Jorge Amado (BA).

O maranhense Aluísio Azevedo foi um dos principais autores do Realismo/Naturalismo. Augusto dos Anjos (PB) e Graça Aranha (MA) foram precursores do Modernismo, escola que posteriormente revelou João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira (PE), além de Jorge de Lima (AL). Os piauienses H Dobal, Assis Brasil, O G Rego e Torquato Neto.

O paraibano Ariano Suassuna criou na década de 70 o movimento armorial, uma iniciativa de reunir elementos da cultura nordestina em prol da formação de uma arte erudita genuinamente brasileira. Dessa iniciativa surgiram obras como O Auto da Compadecida e O santo e a porca, ambos de Suassuna.

No Ceará, Patativa do Assaré surpreendeu por seus versos complexos que seguiam formas metrificadas semelhantes aos versos de Camões. A literatura de cordel é bastante difundida na região, sendo o pernambucano Leandro Gomes de Barros um dos maiores autores do gênero.

Música

Vários gêneros surgiram no Nordeste ao longo dos anos.

Luiz Gonzaga foi o precursor do baião ritmo que ao lado de outros como xote, xaxado e côco fazem parte do chamado forró. Vários artistas deram continuidade ao legado de Luiz Gonzaga, como é o caso de Dominguinhos, Sivuca, Jackson do Pandeiro e Waldonys.

Dançarina de frevo.

O frevo, mais comum nos estados do Pernambuco e Paraíba, se caracteriza pelo ritmo acelerado e pelos passos que lembram a capoeira. Esse gênero já revelou grandes músicos como Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo. Estes três, ao lado de Zé Ramalho, misturaram frevo, forró, rock, blues e outros ritmos, o quarteto costuma se apresentar com o nome de O Grande Encontro.

Na década de 60 surgiu na Bahia o tropicalismo, inspirado no movimento antropofágico e que viria a se tornar um marco no Brasil. Faziam parte desse grupo os artistas Tom Zé, Caetano Veloso e Gilberto Gil, dentre outros.

A Bahia voltaria a ser berço de outro gênero musical na década de 80, com a criação da axé music, tendo como precursores Chiclete com Banana, Daniela Mercury, Timbalada e Olodum.

Nos anos 90, surgia em Pernambuco o Mangue beat, ritmo que reunia rock, hip hop, maracatu e música eletrônica. Chico Science e Nação Zumbi são os principais nomes do gênero.

O repente é bastante difundido no interior, tendo como destaque o cearense Cego Aderaldo. A Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, banda de pífaros do Ceará, possui fama internacional. No Ceará, destacam-se ainda, Fagner, Belchior e Ednardo, ícones da MPB.

Foi também no nordeste que nasceu o brega que tem como principais representantes o pernambucano Reginaldo Rossi e o baiano Waldick Soriano.

O Maranhão possui grande diversidade de ritmos, como: Tambor de Crioula, Tambor de Mina, Tambor de Taboca, Tambor de Caroço, os quatro sotaques do bumba-meu-boi, além de ser um dos principais redutos brasileiros do reggae. Tribo de Jah, uma das principais bandas do gênero, surgiu no Estado. Outros maranhenses de destaque são: João do Vale; Cláudio Fontana; Rita Ribeiro; Catulo da Paixão Cearense; Lairton dos Teclados Zeca Baleiro (MPB), e Alcione (Samba).

Raul Seixas, nascido na Bahia, é considerado o principal nome do rock no Brasil. Integrou o movimento da Jovem Guarda como compositor. Atualmente a também baiana Pitty faz muito sucesso no rock. Além dos grupos Cordel do Fogo Encantado e Pedro Luís e a Parede marcando significativamente a musica popular brasileira contemporânea.

Religião

Romeiros ao pé da estátua de Padre Cícero em Juazeiro do Norte.

A religião predominante é a católica. Algumas pessoas são veneradas como santas, apesar do não reconhecimento da Igreja Católica, como é o caso de Padre Cícero, Frei Damião, Irmã Dulce, Padre Ibiapina e Maria de Araújo.

São comuns peregrinações de romeiros a determinadas cidades do nordeste, destacando-se Juazeiro do Norte e Canindé (CE), Bom Jesus da Lapa (BA) e Santa Cruz dos Milagres (PI).

Todos os anos no mês de janeiro, ocorre em Salvador a lavagem do Bonfim, uma tradicional celebração religiosa que tem como ponto alto a lavagem das escadarias da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim pelos fiéis.

O candomblé possui diversos adeptos na Bahia e costumam reverenciar Iemanjá oferecendo presentes a entidade, tais oferendas são jogadas ao mar ou depositadas em pequenos barcos soltos em alto mar.

No Maranhão, o Tambor de Mina é herança da religião africana nesse Estado. Ao invés dos orixás - entidades - como acontece na Bahía, têm-se os caboclos ou cabôcos (linguagem popular) que são entidades que baixam nos pais e filhos de santo. Também no Maranhão tem a Festa de São José de Ribamar, Santo padroeiro do Estado, assim como inúmeras outras festas de santos que acontecem na Capital e no interior maranhense.

Cultura da Região Norte

A Região Norte do Brasil é formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Sua população é bem miscigenada (indígenas, imigrantes: cearenses, gaúchos, paranaenses, nordestinos, africanos, europeus e asiáticos), fator que contribui para a diversidade cultural da Região. A quantidade de eventos culturais do Norte é imensa, por esse motivo iremos destacar alguns desses vários elementos que compõem a cultura desse povo tão alegre e receptivo.

São várias as manifestações culturais realizadas pelas diferentes tribos indígenas distribuídas pela Região Norte. O índio, por vaidade ou questões religiosas, se enfeita através de pinturas e acessórios durante suas celebrações.


Celebração indígena

As duas maiores festas populares do Norte são o Círio de Nazaré, que no segundo domingo de outubro reúne mais de 2 milhões de pessoas em Belém (PA), e o Festival de Parintins, a mais conhecida festa do boi bumbá do país, que ocorre em junho, no Amazonas.

Realizado em Belém do Pará há mais de dois séculos, o Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões católicas do Brasil e do mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da capital do Estado, num espetáculo grandioso em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.

O boi bumbá é uma das variações do bumba meu boi, largamente praticado no Brasil. É uma das mais antigas formas de distração popular. Foi introduzido pelos colonizadores europeus, sendo a primeira expressão de teatro popular brasileiro.
O Festival de Parintins é um dos maiores responsáveis pela divulgação cultural do boi bumbá. No Bumbódromo apresentam-se as agremiações Boi Garantido (vermelho), e o Boi Caprichoso (azul). São três noites de apresentação onde são abordados, através das alegorias e encenações, aspectos regionais como lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos.


Festival de Parintins

O carimbó é um estilo musical de origem negra, é uma manifestação cultural marcante no estado do Pará. A dança é realizada em pares, onde são formadas duas fileiras de homens e mulheres, quando a música é iniciada os homens se direcionam às mulheres batendo palmas; formados os pares, eles ficam girando em torno de si mesmos.

O Congo ou Congada é uma manifestação cultural de origem africana, mas com influência ibérica, o congo já era conhecido em Lisboa entre 1840 e 1850. É popular em toda a Região Norte do Brasil, durante o Natal e nas festividades de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.
A congada é a representação da coroação do rei e da rainha eleitos pelos escravos e da chegada da embaixada, que motiva a luta entre o partido do rei e do embaixador. Vence o rei, perdoa-se o embaixador. Termina com o batizado dos infiéis.


Congada

Em Taguatinga, no sul do Estado do Tocantins, as Cavalhadas tiveram início em 1937. Acontecem durante a festa de Nossa Senhora da Abadia, nos dias 12 e 13 de agosto. O ritual se inicia com a benção do sacerdote aos cavalheiros; a entrega ao imperador das lanças usadas nos treinamentos para a batalha simbolizando que estes estão preparados para se apresentar em louvor a Nossa Senhora da Abadia e em honra ao imperador.
A Folia de Reis é outro evento comum nos estados do Norte. Comemora-se o nascimento de Jesus Cristo encenando a visita dos três Reis Magos à gruta de Belém para adorar o Menino-Deus. Dados a respeito desta festa afirmam que a sua origem é portuguesa e tinha um caráter de diversão, era a comemoração do nascimento de Cristo.

A Festa do Divino é de origem portuguesa, é uma da mais cultuadas em Rondônia, reúne centenas de fiéis nos meses de abril, maio e junho, proporcionando um belo espetáculo.

Jerusalém da Amazônia é a segunda maior cidade cenográfica do mundo, onde se encena a Paixão de Cristo durante a Semana Santa. Esse é outro evento cultural de fundamental importância para a população de Rondônia.

A herança indígena é fortíssima na culinária do Norte, baseada na mandioca e em peixes. No estado do Amapá, a carne de sol é bastante consumida pela população. Nas cidades de Belém e em Manaus é tomado direto na cuia indígena o tacacá, espécie de sopa quente feita com tucupi, goma de mandioca, jambu (um tipo de erva), camarão seco e pimenta de cheiro. O tucupi é um caldo da mandioca cozida e espremida no tipiti (peneira indígena), que acompanha o típico pato ao tucupi, do Pará.

Na Ilha de Marajó se destaca o frito do vaqueiro, feito de cortes de carne de búfalo acompanhados de pirão de leite. Também da ilha vem a mussarela de búfala.
A biodiversidade da Amazônia se reflete ainda na variedade de frutas: cupuaçu, bacuri, açaí, taperebá, graviola, buriti, tucumã, pupunha, entre outros.

O artesanato no Norte é bem diversificado e os trabalhos são produzidos com fibras, coquinhos, cerâmica, pedra-sabão, barro, couro, madeira, látex, entre outros. São feitos bichos, colares, pulseiras, brincos, cestarias, potes, etc.

O artesanato indígena é utilizado como enfeites, para compor a indumentária usada nos rituais e também para a produção de utensílios domésticos e na comercialização. Os Karajá são excelentes artesãos da arte plumária e cerâmica. Os Akwe (Xerente) são considerados o povo do trançado (cestaria) e os Timbiras (Apinajé e Krahô), são especialistas na arte dos trançados e artefatos de sementes nativas do cerrado.


Artesanato indígena

No Tocantins se destaca o artesanato com capim dourado. É uma planta exclusiva do estado, sendo mais comum no Jalapão. Na produção dos artesanatos são feitas bolsas, potes, pulseiras, brincos, mandalas, chapéus, enfeites, suplast. Hoje são confeccionados por volta de 50 tipos de produtos; os artesanatos são necessariamente em formatos arredondados porque a fibra não permite ser dobrada.

Cultura da Regiâo Norte

A Região Norte do Brasil é formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Sua população é bem miscigenada (indígenas, imigrantes: cearenses, gaúchos, paranaenses, nordestinos, africanos, europeus e asiáticos), fator que contribui para a diversidade cultural da Região. A quantidade de eventos culturais do Norte é imensa, por esse motivo iremos destacar alguns desses vários elementos que compõem a cultura desse povo tão alegre e receptivo.

São várias as manifestações culturais realizadas pelas diferentes tribos indígenas distribuídas pela Região Norte. O índio, por vaidade ou questões religiosas, se enfeita através de pinturas e acessórios durante suas celebrações.


Celebração indígena

As duas maiores festas populares do Norte são o Círio de Nazaré, que no segundo domingo de outubro reúne mais de 2 milhões de pessoas em Belém (PA), e o Festival de Parintins, a mais conhecida festa do boi bumbá do país, que ocorre em junho, no Amazonas.

Realizado em Belém do Pará há mais de dois séculos, o Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões católicas do Brasil e do mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da capital do Estado, num espetáculo grandioso em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.

O boi bumbá é uma das variações do bumba meu boi, largamente praticado no Brasil. É uma das mais antigas formas de distração popular. Foi introduzido pelos colonizadores europeus, sendo a primeira expressão de teatro popular brasileiro.
O Festival de Parintins é um dos maiores responsáveis pela divulgação cultural do boi bumbá. No Bumbódromo apresentam-se as agremiações Boi Garantido (vermelho), e o Boi Caprichoso (azul). São três noites de apresentação onde são abordados, através das alegorias e encenações, aspectos regionais como lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos.


Festival de Parintins

O carimbó é um estilo musical de origem negra, é uma manifestação cultural marcante no estado do Pará. A dança é realizada em pares, onde são formadas duas fileiras de homens e mulheres, quando a música é iniciada os homens se direcionam às mulheres batendo palmas; formados os pares, eles ficam girando em torno de si mesmos.

O Congo ou Congada é uma manifestação cultural de origem africana, mas com influência ibérica, o congo já era conhecido em Lisboa entre 1840 e 1850. É popular em toda a Região Norte do Brasil, durante o Natal e nas festividades de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.
A congada é a representação da coroação do rei e da rainha eleitos pelos escravos e da chegada da embaixada, que motiva a luta entre o partido do rei e do embaixador. Vence o rei, perdoa-se o embaixador. Termina com o batizado dos infiéis.


Congada

Em Taguatinga, no sul do Estado do Tocantins, as Cavalhadas tiveram início em 1937. Acontecem durante a festa de Nossa Senhora da Abadia, nos dias 12 e 13 de agosto. O ritual se inicia com a benção do sacerdote aos cavalheiros; a entrega ao imperador das lanças usadas nos treinamentos para a batalha simbolizando que estes estão preparados para se apresentar em louvor a Nossa Senhora da Abadia e em honra ao imperador.
A Folia de Reis é outro evento comum nos estados do Norte. Comemora-se o nascimento de Jesus Cristo encenando a visita dos três Reis Magos à gruta de Belém para adorar o Menino-Deus. Dados a respeito desta festa afirmam que a sua origem é portuguesa e tinha um caráter de diversão, era a comemoração do nascimento de Cristo.

A Festa do Divino é de origem portuguesa, é uma da mais cultuadas em Rondônia, reúne centenas de fiéis nos meses de abril, maio e junho, proporcionando um belo espetáculo.

Jerusalém da Amazônia é a segunda maior cidade cenográfica do mundo, onde se encena a Paixão de Cristo durante a Semana Santa. Esse é outro evento cultural de fundamental importância para a população de Rondônia.

A herança indígena é fortíssima na culinária do Norte, baseada na mandioca e em peixes. No estado do Amapá, a carne de sol é bastante consumida pela população. Nas cidades de Belém e em Manaus é tomado direto na cuia indígena o tacacá, espécie de sopa quente feita com tucupi, goma de mandioca, jambu (um tipo de erva), camarão seco e pimenta de cheiro. O tucupi é um caldo da mandioca cozida e espremida no tipiti (peneira indígena), que acompanha o típico pato ao tucupi, do Pará.

Na Ilha de Marajó se destaca o frito do vaqueiro, feito de cortes de carne de búfalo acompanhados de pirão de leite. Também da ilha vem a mussarela de búfala.
A biodiversidade da Amazônia se reflete ainda na variedade de frutas: cupuaçu, bacuri, açaí, taperebá, graviola, buriti, tucumã, pupunha, entre outros.

O artesanato no Norte é bem diversificado e os trabalhos são produzidos com fibras, coquinhos, cerâmica, pedra-sabão, barro, couro, madeira, látex, entre outros. São feitos bichos, colares, pulseiras, brincos, cestarias, potes, etc.

O artesanato indígena é utilizado como enfeites, para compor a indumentária usada nos rituais e também para a produção de utensílios domésticos e na comercialização. Os Karajá são excelentes artesãos da arte plumária e cerâmica. Os Akwe (Xerente) são considerados o povo do trançado (cestaria) e os Timbiras (Apinajé e Krahô), são especialistas na arte dos trançados e artefatos de sementes nativas do cerrado.


Artesanato indígena

No Tocantins se destaca o artesanato com capim dourado. É uma planta exclusiva do estado, sendo mais comum no Jalapão. Na produção dos artesanatos são feitas bolsas, potes, pulseiras, brincos, mandalas, chapéus, enfeites, suplast. Hoje são confeccionados por volta de 50 tipos de produtos; os artesanatos são necessariamente em formatos arredondados porque a fibra não permite ser dobrada.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Deuses Olímpicos




Os Doze Deuses Olímpicos, por Monsiau, em finais do século XVIII.

Os Doze Deuses Olímpicos, também conhecidos como o dodekatheon, (termo usado no grego medieval, por exemplo, por Nicephorus Callistus Xanthopoulos, Atanásio de Alexandria ou Doukas e que é composto por dōdeka, "doze"+ θεοί, theoi, "deuses"), na mitologia grega, eram os principais deuses do panteão grego, residentes no topo do Monte Olimpo.

Os deuses olímpicos moravam em um imenso palácio, em algumas versões de cristais, construído no topo do monte Olimpo, uma montanha que ultrapassaria o céu. Alimentavam-se de ambrósia e bebiam néctar, alimentos exclusivamente divinos, ao som da lira de Apolo, do canto das Musas e da dança das Cárites. Apesar de nunca haver se acabado por completo, e tendo permanecido oculto na maior parte da Grécia devido à perseguição político-religiosa que sofreu, o culto dos deuses olímpicos tem sido restaurado de forma mais explícita na Grécia desde os anos 90, através do movimento religioso conhecido como Dodecateísmo.[carece de fontes?]

A primeira referência antiga a cerimónias religiosas em sua honra encontra-se no Hino homérico dedicado a Hermes. A composição clássica dos Doze Deuses Olímpicos (o Doze Canónico da arte e da poesia) inclui os seguintes deuses: Zeus, Hera, Posídon, Atena, Ares, Demeter, Apolo, Ártemis, Hefesto, Afrodite, Hermes e Dioniso. Os doze deuses romanos correspondentes eram Júpiter, Juno, Neptuno, Minerva, Marte, Ceres, Apolo, Diana, Vulcano, Vénus, Mercúrio e Baco.[1] Hades (no panteão romano, Plutão) não era geralmente incluído nesta lista. Não tinha assento no panteão porque passava a maior parte do seu tempo nos Infernos. Também costuma aparecer entre os doze Héstia (entre os romanos, Vesta.) Quando foi dado lugar a Dioniso, o número total de Olímpicos passou a ser treze. Sendo tal número indesejável, e de modo a evitar conflitos, Héstia abdicou do seu lugar entre os doze.

A composição do grupo dos Doze Olímpicos, contudo, varia substancialmente entre os autores da antiguidade. Heinrich Wilhelm Stoll considera, mesmo, que a limitação ao número de doze é uma ideia relativamente moderna[2] Cerca de 400 a.C., Heródoto incluía na sua composição do Dodekatheon as seguintes divindades: Zeus, Hera, Posídon, Hermes, Atena, Apolo, Alfeu, Cronos, Reia e as Cárites.[3] Wilamowitz concorda com a versão de Heródoto.[4]

Heródoto inclui, em Histórias II, 43, Hércules como um dos Doze[5]. Luciano de Samósata também inclui Hércules e Esculápio como membros dos Doze, sem, contudo, referir quais os deuses que para eles tiveram de abdicar. Em Cós, Hércules e Dioniso juntam-se aos Doze, prescindindo-se de Ares e Hefesto[6]. Contudo, Píndaro, Apolodoro,[7] e Herodoro discordam desta versão, sustentando que Hércules não era um dos Doze Deuses, mas aquele que estabeleceu o seu culto.[3]

Platão relacionava os Doze ao número de meses do ano, e propôs que o último mês fosse dedicado aos rituais em honra de Plutão e dos espíritos dos mortos, o que implica que ele mesmo considerasse Hades como sendo um dos Doze.[8] Hades não consta das versões posteriores deste grupo de deuses devido a associações ctónicas óbvias.[9] Em Fedro Platão faz corresponderos Doze com o Zodíaco e exclui Héstia.[10]

Hebe, Hélios e Perséfone são também incluídos, por vezes, no grupo. Eros também é por vezes referido ao lado dos Doze, especialmente com a sua mãe, Afrodite, mas raramente é considerado como um dos Olímpicos.

Os Doze Olímpicos obtiveram a sua supremacia no mundo dos deuses, depois de Zeus ter conduzido os seus irmãos, Hera, Posídon, Deméter e Héstia, à vitória na guerra com os Titãs. Ares, Hermes, Hefesto, Afrodite, Atena, Apolo, Ártemis, as Cárites, Hércules, Dioniso, Hebe e Perséfone eram, por sua vezes, filhos de Zeus, ainda que algumas versões dos mitos sustentem que Hefesto era filho apenas de Hera e que Afrodite era filha de Urano.

Outras definições

Ainda que não pertençam à lista clássica dos Doze Olímpicos, os seguintes deuses são por vezes referidos como sendo parte deles.

* Alfeu – Um deus-rio.
* Esculápio – Deus da medicina e da saúde.
* as Cárites – Deusas dos feitiços, da beleza, natureza, creatividade humana e fertilidade.
* Cronos – Titã; pai de Zeus.
* Eros – Deus do amor erótico e do desejo.
* Hebe – Deusa da juventude, copeira dos deuses.
* Hélios – Um titã, personificação do Sol.
* Héracles – O maior herói dos mitos gregos.
* Pã – Deus da natureza selvagem, dos pastores e dos animais.
* Perséfone – Deusa da Primavera e da Morte, filha de Deméter. Rainha dos Infernos.
* Reia – Titã; mãe de Zeus.

[editar] Próximos dos Olímpicos

* Anemoi – Bons ventos: Bóreas (vento norte), Nótus (sul), Zéfiro (oeste), Eurus (leste).
* Bía – Personificação da violência.
* Cratos – Personificação do poder.
* Dione – Mãe de Afrodite, com Zeus.
* Ilítia – Deusa do parto; filha de Hera e de Zeus.
* Eos – Personificação do amanhecer.
* Éris – Deusa da discórdia.
* Ganímedes – Copeiro dos deuses no palácio do Olimpo.
* Hécate - Deusa associada à magia, bruxas e cruzamentos
* Horae – Porteiras do Olimpo.
* Íris – Personificação do Arco-íris, também mensageira do Olimpo, juntamente com Hermes.
* Leto – Titã; mãe de Apolo e Ártemis.
* Morfeu – Deus dos sonhos.
* Musas – Nove senhoras das ciências e das artes.
* Némesis – Deusa grega da vingança.
* Niké – Deusa da vitória.
* Péon – Médico dos deuses.
* Perseu – Filho de Zeus, o lendário fundador de Micenas e da Dinastia perseida.
* Selene – Titã; personificação da Lua.
* Zelo – Rivalidade.

Deuses da Mitologia Romana


A mitologia romana pode ser dividida em duas partes: a primeira, tardia e mais literária, consiste na quase total apropriação da grega; a segunda, antiga e ritualística, funcionava diferentemente da correlata grega. O romano, que impregnava a sua vida pelo numen, uma força divina indefinida presente em todas as coisas, estabeleceu com os deuses romanos um respeito escrupuloso pelo rito religioso – o Pax deorum – que consistia muitas vezes em danças, invocações ou sacrifícios. Ao lado dos deuses domésticos, os romanos possuíam diversas tríades divinas, adaptadas várias vezes ao longo das várias fases da história. Assim, à tríade primitiva constituída por Júpiter (senhor do Universo), Marte (deus da guerra) e Quirino (fundador de Roma, ou Rômulo), os etruscos inseriram o culto das deusas Minerva (deusa da inteligência e sabedoria) e Juno (rainha do céu e esposa de Júpiter). Com a república surge Ceres (deusa da Terra e dos cereais), Líber e Libera. Mais tarde, a influência grega inseria uma adaptação para o panteão romano do seu deus do comércio e da eloquência (Mercúrio) sob as feições de Hermes, e o deus do vinho (Baco), como Dionísio.

Da natureza dos primeiros mitos romanos

Consistia de um sistema bastante desenvolvido de rituais, escolas de sacerdócio e grupos relacionados a deuses. Também apresentava um conjunto de mitos históricos acerca da glória e da fundação de Roma envolvendo personagens humanos com ocasionais intervenções divinas. Os deuses estabeleciam uma benevolência para com os homens.
[editar] Antiga mitologia sobre os deuses

O modelo romano consistia de uma maneira não muito diversa de pensar e definir os deuses da dos gregos, sendo alguns dos deuses romanos inspirados nos deuses gregos.
[editar] Principais deuses romanos

(Ordem alfabética:)

* Baco; deus das festas, do vinho, do lazer e do prazer
* Cupido; deus do amor
* Diana; deusa da caça muitas vezes relacionada com os ciclos da Lua
* Esculápio; deus da medicina
* Fortuna; deusa da riqueza e da sorte
* Juno; deusa da força vital, deusa dos deuses
* Júpiter; deus dos deuses, senhor do Universo
* Marte; deus da guerra
* Mercúrio; deus mensageiro
* Minerva; deusa da sabedoria
* Netuno; deus dos mares
* Plutão; deus do submundo e das riquezas dos mortos
* Tellus; deusa da terra - Mãe Terra
* Venus; deusa da beleza e do amor
* Vulcano; deus do fogo
* Saturno; deus da agricultura

Deuses da Mitologia Grega




A mitologia grega é bastante rica em termos de contos e explicações da origem do mundo, a tudo atribuindo os poderes dos deuses gregos, que segundo a crença geral, moravam no Monte Olimpo.

Dizem as lendas gregas que, no princípio, havia somente o grande Caos, do qual surgiram os Velhos Deuses, ou Titãs, dirigidos pelo deus Cronos (Tempo). Zeus era um filho de Cronos e chefiou a rebelião da nova geração dos deuses - chamados Deuses Olímpicos - que dominaram a Grécia em toda a sua época clássica. Os principais deuses olímpicos são:

Zeus

É o deus principal, governante do Monte Olimpo. Rei dos deuses e dos homens, era o sexto filho de Cronos. Como seus irmãos, deveria ser comido pelo pai, mas a mãe deu uma beberagem a Cronos e este vomitou novamente o filho; este e seus irmãos, também vomitados na mesma hora, uniram-se contra o pai, roubaram os raios e venceram a batalha. Os raios, fabricados pelo deus Hefaistos, eram o símbolo de Zeus.

Zeus para os gregos e Júpiter para os romanos.

Palas Atena ou Atenéia

Deusa virgem, padroeira das artes domésticas, da sabedoria e da guerra. Palas nasceu já adulta, na ocasião em que Zeus teve uma forte dor de cabeça e mandou que Hefaistos, o deus ferreiro, lhe desse uma machadada na fronte; daí saiu Palas Atena. Sob a proteção dessa deusa floresceu Atenas, em sua época áurea. Dizia-se que ganhou a devoção dos atenienses quando presenteou a humanidade com a oliveira, árvore principal da Grécia.

Palas para os gregos e Minerva para os romanos.

Apolo

Deus do sol e patrono da verdade, da música, da medicina e pai da profecia. Filho de Zeus, fundou o oráculo de Delfos, que dava conselhos aos gregos através da Pitonisa, sacerdotiza de Apolo que entrava em transe devido aos vapores vindos das profundezas da terra.

Apolo para os gregos

Ártemis

A Diana dos romanos, era a deusa-virgem da lua, irmã gêmea de Apolo, poderosa caçadora e protetora das cidades, dos animais e das mulheres. Na Ilíada de Homero, desempenhou importante papel na Guerra de Tróia, ao lado dos troianos.

Ártemis para os gregos e Diana para os romanos.

Afrodite

Deusa do amor e da beleza, era esposa de Hefaistos e amante de Ares, a quem deu vários filhos (entre eles Fobos = Medo, e Demos = Terror). Afrodite era também mãe de Eros.

Afrodite para os gregos e Vênus para os romanos.

Hera

Esposa de Zeus, protetora do casamento, das mulheres casadas, das crianças e dos lares. Era também irmã de Zeus, uma das filhas vomitada por Cronos.

Hera para os gregos e Juno para os romanos.

Démeter

Era a deusa das colheitas, dispensadora dos cereais e dos frutos. Quando Hades, deus do inferno, levou sua filha Perséfone como sua esposa, negou seus poderes à terra, e esta parou de produzir alimentos; a solução de Zeus foi que Perséfone passaria um terço do ano no inferno, com seu marido, e o restante do tempo com sua mãe, no Olimpo. Dessa forma, Démeter abrandou sua ira e tornou a florescer nas colheitas.

Démeter para os gregos e Ceres para os romanos.

Hermes

Filho de Zeus e mensageiro dos mortais, era também protetor dos rebanhos e do gado, dos ladrões, era guardião dos viajantes e protetor dos oradores e escritores.

Hermes para os gregos e Mercúrio para os romanos.

Poseidon

É o deus do mar e dos terremotos, foi quem deu os cavalos para os homens. Apesar disso, era considerado um deus traiçoeiro, pois os gregos não confiavam nos caprichos do mar.

Poseidon para os gregos e Netuno para os romanos.

Dionísio

Era o deus do vinho e da fertilidade. Filho de Zeus e uma mortal, foi alvo do ciúme de Hera, que matou sua mãe e transtornou o seu juízo. Assim, Dionísio vagueava pela terra, rodeado de sátiros e mênades. Era o símbolo da vida dissoluta.

Dionísio para os gregos e Baco para os romanos.

Ares

O deus guerreiro por excelência. Seu símbolo era o abutre. Seus pais, Zeus e Hera, detestavam-no, mas era protegido por Hades, pois povoava o inferno com as numerosas guerras que provocava. Sua vida estava longe de ser exemplar - foi surpreendido em adultério com Afrodite, esposa de Hefaistos, que os prendeu em fina rede; foi ferido por três vezes por Héracles (Hércules). Era muito respeitado pelos gregos por sua força e temperamento agressivo.

Ares para os gregos e Marte para os romanos.

Hefaistos ou Hefesto

Deus ferreiro, do fogo e dos artífices. Filho de Zeus e Hera, foi lançado do Olimpo por sua mãe, desgostosa por ter um filho coxo. Refugiou-se nas profundezas da terra, aprendendo com perfeição o ofício de ferreiro. De suas forjas saíram muitas maravilhas, inclusive a primeira mulher mortal, Pandora, que recebeu vida dos deuses. Construiu no Olimpo um magnífico palácio de bronze para si próprio, e era estimado em Atenas. Para compensá-lo de sua feiúra, seu pai deu-lhe por esposa Afrodite, a deusa da beleza. Era artesão dos raios de Zeus.

Hefaistos para os gregos e Vulcano para os romanos.

Além desses deuses, que junto a muitos outros pululavam no Olimpo, havia heróis (filhos de deusas ou deuses com mortais), semideuses, faunos, sátiros e uma infinidade de entidades mitológicas que explicavam por lendas todos os fenômenos da natureza. Entre os heróis mais populares, podemos citar:

Io - amada por Zeus, que a transformou em novilha para escondê-la da ciumenta Hera.

Deucalião e Pirra - únicos sobreviventes do dilúvio que Zeus mandou ao mundo pervertido.

Héracles - ou Hércules, autor dos famosos Doze Trabalhos; era filho de Zeus e da moratal Alcmena.

Édipo - que matou a esfinge e casou-se com sua própria mãe.

Perseu - que matou a Medusa, uma das Górgonas, e libertou a princesa Andrômeda da serpente marinha.

Cadmo - que matou um dragão e no local fundou a cidade de Tebas.

Europa - irmã de Cadmo, foi amada por Zeus que lhe apareceu sob a forma de um touro e, em suas costas, atravessou o mar.

Jasão - chefe dos Argonautas, equipe de heróis - Héracles, Orfeu, Castor e Pólux, e outros - que navegou no navio "Argos" em busca do Velocino de Ouro.

Teseu - que penetrou o labirinto de Creta e matou o Minotauro, acabando por unificar a Ática.

Atalanta - mulher aventurosa que se casou com o ardiloso Hipomenes.

Belerofonte - que matou o monstro Quimera e domou o cavalo alado, Pégaso.

Os heróis de Tróia -Aquiles, Heitor, Ájax, Agaménon, Ulisses - autor da idéia do cavalo de Tróia - e outros.